Três milhões de preservativos femininos e masculinos são distribuídos no Carnaval

Municípios de SC também receberam 100 mil sachês de gel lubrificante e 85 mil leques informativos

Por Oeste Mais

11/02/2018 10:18


Preservativos são distribuídos durante o período do Carnaval (Foto: Divulgação)

O cuidado na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) deve ser o ano todo, mas no período de Carnaval, a atenção precisa ser redobrada. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) repassou cerca de três milhões de preservativos (femininos e masculinos) para que os municípios distribuam antes e durante o período do Carnaval.

 

Também foram enviados 100 mil sachês de gel lubrificante e 85 mil leques informativos. O leque lista as ISTs mais comuns, como cancro mole, HIV/Aids, donovanose, gonorreia, tricomoníase, sífilis, HTLV, hepatites virais, LGV, herpes genitais, DIP e HPV, além de abordar a gravidez indesejada como consequência do sexo inseguro.

 

Para Eduardo Campos de Oliveira, médico infectologista da Dive, o uso de camisinha é a forma mais simples e efetiva de garantir proteção durante as relações sexuais. “Além de evitar uma gravidez indesejada, ela reduz os riscos de doenças como a infecção pelo HIV, a sífilis e as hepatites virais”, afirma. O médico ainda reforça a necessidade de rapidamente buscar auxílio nas unidades básicas de saúde se houver a presença de sintomas de qualquer uma das ISTs.

 

Para os que se expuseram ao risco do contato com o HIV, por meio de relação sexual desprotegida, existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). “Trata-se de um tratamento com medicação antirretroviral, que deve ser iniciado em até 72 horas após a provável exposição ao vírus e deve ser continuado por 28 dias, sempre sob orientação médica”, explica o diretor da Dive, Eduardo Macário. Esta é uma das medidas de prevenção que se associa à tradicional orientação pelo uso regular de camisinha ou o uso de medicamentos anti-HIV.


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