Notificados sete casos suspeitos de febre amarela em SC

Doença já provocou a morte de duas pessoas, uma delas em Gaspar e outra em Lajeado Grande

Por Oeste Mais

23/01/2018 09:17 - Atualizado em 31/01/2018 23:11


Ao todo, 162 munícipios de SC integram a área com recomendação de vacina (Foto: Divulgação)

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SES) informa que já foram notificados sete casos suspeitos de febre amarela no estado, entre 1º e 22 de janeiro de 2018.

 

Todos tiveram histórico de deslocamento para áreas de transmissão, fora de Santa Catarina, e aguardam resultado laboratorial para conclusão da investigação. Santa Catarina não registra casos autóctones (de transmissão dento do estado) de febre amarela desde 1966.

 

Dos casos suspeitos, dois evoluíram para óbito, um residente em Gaspar e outro morador de Lajeado Grande, no Oeste. Outros cinco são residentes nos municípios de Joinville (1), São José (1), Lages (1), Criciúma (1) e Timbó (1).

 

>> Áreas de recomendação para vacinação

 

Os exames laboratoriais estão sendo realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Paraná, laboratório de referência em febre amarela para Santa Catarina, e os resultados podem levar até 20 dias para serem liberados.

 

De 1º a 22 de janeiro deste ano, oito epizootias — ocorrência de um determinado evento em um número de animais ao mesmo tempo e na mesma região — foram registradas em Santa Catarina, com oito primatas não humanos (macacos) envolvidos (ainda em investigação). De acordo com a Gerência de Zoonoses da Dive/SC, houve coleta oportuna de amostras em quatro deles, cujos resultados estão sendo aguardados.

 

Vigilância de epizootias

 

Os primatas não humanos (PNH-macacos) são como sentinelas da febre amarela. Por viverem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores (Haemagogus e Sabethes) em área silvestre (restrito às matas), os macacos são os primeiros a adoecer alertando para uma possível circulação do vírus da febre amarela naquela região.

 

Daí a importância em comunicar imediatamente às autoridades municipais de saúde, pois na ocorrência da morte ou adoecimento destes animais, amostras devem ser coletadas em até 24 horas para análise. Alterações no comportamento ou queda repentina no número de macacos em determinada área também devem ser informados. A população pode colaborar para essa vigilância, especialmente quem mora em área rural ou próximo a áreas de mata.


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