Aumento da demanda leva Hemosc a reforçar importância da doação de sangue e medula óssea

Acréscimo populacional nas cidades do Litoral e número de acidentes são fatores que exigem maior demanda

Por Oeste Mais

27/12/2017 09:28 - Atualizado em 27/12/2017 09:28


Hemosc reforça a importância de fazer a doação em todas as épocas do ano (Foto: Ritta Dias/Secom)

O aumento da demanda no banco de sangue durante o final de ano torna a doação ainda mais importante. Segundo o Hemosc, o momento é crítico, já que normalmente há um acréscimo populacional nas cidades do Litoral e o número de acidentes também aumenta.

 

Os interessados em doar precisam ter entre 16 e 69 anos, estar em boas condições de saúde e pesar acima de 50 quilos. Para os menores de idade, é obrigatório o acompanhamento dos pais ou responsáveis. A idade limite para realizar a primeira doação é de 60 anos.

 

"O processo é simples e leva de 30 a 40 minutos ao todo”, destaca Cláudia Lima, do setor de captação do Hemosc. “Os candidatos realizam um cadastro, uma pré-triagem e um questionário e depois passam por uma triagem clínica", acrescenta. Após o processo, começa a doação, que pode levar de cinco a dez minutos. "Por fim, o doador recebe um lanche e só depois é liberado", completa Claudia.

 

Existem restrições para as doações. Quem realizou cirurgia, exame invasivo (endoscopia ou colonoscopia) ou fez tatuagem recentemente, o Hemosc recomenda que aguarde seis meses para retornar e realizar a doação. O uso de alguns medicamentos também pode impedir o processo, mas cada caso é analisado na hora da triagem.

 

Medula óssea

 

A doação de medula óssea ainda é desconhecida por grande parte da população. Diferente da retirada de sangue, o doador de medula precisa passar por outro processo. "Quando alguém se interessa em doar medula, os dados dessa pessoa ficam disponíveis em um cadastro mundial. A amostra para o exame da medula pode ser feita quando for doar sangue", destaca Cláudia Lima.

 

A coleta de sangue será enviada ao laboratório e é examinada a compatibilidade sanguínea do candidato. O cadastro feito no Hemosc e o exame de compatibilidade ficam disponíveis no Registro Brasileiros de Doadores de Medula Óssea (Redome). Com esse registro, será possível buscar pacientes que estão à espera por um transplante.

 

"Depois que houver uma compatibilidade, o doador passa por uma nova bateria de exames e, só depois, é feita a doação por meio de um procedimento cirúrgico", diz.

 

Para fazer parte do banco de medula é necessário ter de 18 a 55 anos. Além de não ter nenhum tipo de insuficiência cardíaca ou hepática e doenças autoimunes. "O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para milhares de portadores de leucemia e algumas outras doenças do sangue", como explica Cláudia Lima. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em um milhão.

 

A medula óssea é um tecido que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecido popularmente por tutano. É fundamental para o desenvolvimento das células sanguíneas, pois é lá que são produzidos os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas. São células importantes para o sistema de defesa do organismo, oxigenação de células e coagulação de sangue.


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