Diretório do PSD de Chapecó emite nota em defesa de João Rodrigues

Parlamentar foi preso nesta semana por condenação em processo sobre fraude em licitação

Por Jhonatan Coppini

09/02/2018 17:50


João Rodrigues foi condenado por fraude em licitação (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Preso pela Polícia Federal por uma condenação de fraude em licitação, o deputado federal João Rodrigues foi levado para a Superintendência Regional da PF em Porto Alegre ao desembarcar na capital gaúcha nesta quinta-feira, dia 8.

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a execução imediata da pena do parlamentar, condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4), por fraude e dispensa de licitação quando administrava o município de Pinhalzinho.

 

Nesta sexta-feira, dia 9, uma nota do diretório do PSD de Chapecó, município também administrado pelo deputado e polo político de João Rodrigues, foi despachada à imprensa. O texto diz ser ‘muito triste ver o líder passar pela atual situação’.

 

A nota também aponta que a família do parlamentar está sofrendo com a condenação. “A decisão da Suprema Corte obviamente tem que ser respeitada e cumprida. Mas fica a nossa indignação por ver condenado um líder, pelo que não cometeu. Não gerou prejuízo ou improbidade”, aponta um trecho do texto.

 

Leia na íntegra a nota emitida pelo Diretório Municipal do PSD de Chapecó:

 

Para nós, Membros do Diretório Municipal do PSD, Vereadores, filiados, é muito triste ver nosso Líder Joao Rodrigues passar por uma situação dessas.

 

O sofrimento dele e da sua Família comove a todos nós que o conhecemos a tanto tempo e conhecemos o seu trabalho, a sua dedicação e todas as suas realizações. Sofremos juntos. Mas o peso está sobre os seus ombros. Nunca imaginaríamos uma situação dessas.

 

A decisão da Suprema Corte obviamente tem que ser respeitada e cumprida. Mas fica a nossa indignação por ver condenado um Líder, pelo que não cometeu. Não gerou prejuízo ou improbidade.

 

O emaranhado jurídico processual acabou por colocá-lo numa armadilha. Todos os envolvidos naquele processo de compra foram inocentados.

 

Do Prefeito à Comissão de Licitações. Ele era o Vice Prefeito em exercício, apenas. O próprio Ministro Relator do caso reconheceu não ter havido qualquer prejuízo ao Erário Público... Ou vantagem para alguém... E mesmo assim sofre as consequências...

 

Elevamos nossas energias positivas a Ele e a sua Família, para que tenham força e resignação para passar por este calvário...

 

Confiamos na Justiça, e acreditamos na possibilidade jurídica de reverter essa situação.

 

Diretório Municipal | PSD Chapecó

 

Entenda o caso

 

Segundo o Ministério Público Federal, João Rodrigues autorizou licitação para a compra de uma retroescavadeira para a Prefeitura de Pinhalzinho por R$ 60 mil. Como parte do pagamento, foi entregue uma retroescavadeira usada, no valor de R$ 23 mil. Conforme o MPF, a comissão que avaliaria o preço da máquina usada, contudo, só foi nomeada dois dias depois do edital de tomada de preços, onde já constavam os R$ 23 mil.

 

A licitação foi feita na modalidade de tomada de preços e houve somente uma concorrente, da cidade de São José, a 650 quilômetros de Pinhalzinho. A empresa vencedora teria recebido R$ 95,2 mil mais a máquina usada. Além disso, a máquina usada teria sido vendida a um terceiro, por R$ 35 mil. Como Rodrigues assumiu o mandato de deputado federal em 2011, o processo foi remetido para o STF.


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.