É hora de refundar o Brasil!

Por Gilmar Roberto Romani

01/02/2018 00:14 - Atualizado em 01/02/2018 00:21


Carta recebida por mim, do empresário Wolfgang Rudolf, escrita por seu amigo Ismar.

 

Sou um radical defensor da democracia, da liberdade de pensamento e de expressão. Por isto não tenho constrangimento em emprestar o conceito de refundação de um país, tão cara aos comuno-populistas sul-americanos, mesmo que ele tenha sido usado para destruir a Venezuela e causar enormes estragos em mais outros países.


No dia 24 de Janeiro, em uma decisão impecavelmente técnica, o TRF 4, de Porto Alegre, deu ao Brasil a oportunidade de rever sua história de patrimonialismo e impunidade das elites. Sim, o condenado pertence à elite, que ele tanto ataca.


Desapontarei a maioria dos leitores, afirmando que é muito triste ver um ex-presidente condenado por crimes de corrupção. Mais triste ainda por este ex-presidente ter aprofundado mudanças estruturais importantes (iniciadas nos governos FHC), que melhoraram a vida de milhões de brasileiros carentes. Por esta razão tem um justo reconhecimento de mais de 30% dos eleitores.

 

Sua trajetória de retirante nordestino até a Presidência deve servir de inspiração aos jovens, além de ser uma prova de que o Brasil é um país onde todos têm possibilidades de ascensão social e econômica, contrariando o que ele e os membros de sua quadrilha pregam.


Com a última frase do parágrafo anterior, sei que agradei os leitores que estavam desapontados e que provavelmente não continuariam a ler o artigo. Esta maioria ficará ainda mais satisfeita, ao saber que brindei com um bom vinho alemão a colocação do penúltimo prego no caixão de um meliante, da sua quadrilha e dos radicais de esquerda.


O novo espectro político brasileiro será o da normalidade da curva de Gauss, onde as extremas (direita e esquerda) são uma minoria barulhenta e folclórica, mas necessária, para o centro promover os ajustes necessários ao longo do tempo. O pt (em minúscula) acabou, como força política relevante.


Após o velório político, o cenário das próximas eleições terá as seguintes características:
 

Julgamento

 

Luis Inácio da Silva (o lula não foi julgado!) foi condenado em segunda instância, por unamimidade dos desembargadores, por crime de corrupção, com abundância de provas e amplo exercício dos direitos de defesa.


Igualdade da Lei

 

Apesar do seu carisma e relevante papel histórico, o condenado não está acima da lei e no devido tempo irá para a prisão.


Convulsão social

 

Não houve nenhuma convulsão pela sua condenação, nem haverá no dia da sua prisão. Esta chantagem, lançada por meliantes como Stedile e Boulos, é truco sem carta. O exército (sic!) do mst(em minúscula) acabou por falta de dinheiro e de perspectivas de ganho dos seu soldados(sic!) mercenários. 


Lei da ficha limpa

 

Este instrumento, que representou um grande avanço na política brasileira, foi assinado pelo então Presidente Lula. Não cabe a ele, portanto questioná-lo. Condenado por um colegiado perde os direitos políticos. O senhor Luis Inácio, não será candidato. Ponto final


Recursos jurídicos

 

Nenhuma Corte Superior revoga uma decisão colegiada tomada por unanimidade (3 x 0). Os únicos que ganharão, serão os advogados do condenado que embolsarão uma boa parte do que ele roubou. 


Aniquilação do PT

 

Na quixotesca tentativa de manter uma candidatura, o condenado vai destruir o pouco que resta do pt (em minúscula). Neste “one man show” não tem “show” sem o dito “man”!


Pelas razões acima, muda totalmente o cenário das eleições de 2018. Como disse FHC : “o jogo agora é outro!”

 

As novas variáveis são:


• Pulverização dos votos em vários candidatos, como na eleição de 89 , com segundo turno;


• Enfraquecimento de propostas radicais de direita (Bolsonaro) e de esquerda ( quem assumir o espólio político do condenado);


• Segundo turno com um representante do centro (Alckimin?) e um possível outsider com perfil “não político” ou antipolítico.


Voltemos agora para o título: Refundação do Brasil


Este trabalho somente começou na decisão do TRF 4. Algumas dezenas (ou serão centenas?) de outros atores políticos deverão ser julgados e condenados por corrupção. É ingenuo, ou de má fé, dizer que só os petralhas roubaram. De PP ao PSBD todos se lucupletaram. A lei vale para todos, e deve ser aplicada para todos com a mesma força.


As premissas básicas para a refundação são:


• Reforma política que leve a uma redução drástica do número de partidos no Congresso;


• Privatização radical para reduzir as oportunidades de corrupção;


• Reforma Previdenciária, com uma redução drástica das obscenas pensões pagas a uma minoria de príncipes barnabés. 


O ponto fundamental para a refundação do país, contudo, é o fim da criminosa tentativa de polarizar o país: Nós contra Eles. Os países são formados por pessoas de distintas e divergentes opiniões. Isto não é somente saudável, mas fundamental para a evolução da humanidade. Somente aos extremistas interessa o conflito.


Vamos refundar o Brasil com negros, brancos, índios, católicos, judeus, muçulmanos, pentecostais, pobres, ricos, homo ou heterosexuais, esquerdistas e direitistas. Os únicos excluídos, no sistema penitenciário, serão os que não seguirem as leis e a ética.


Luis Inácio: não culpe o MORO. Foi você que acabou com o Lula e com o sonho de milhões de brasileiros! A história não te perdoará.


Gilmar Roberto Romani

Colunista

Empresário, administrador de empresas e economista de 56 anos. Atual presidente da AEPS (Associação Empresarial de Ponte Serrada) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Ponte Serrada)

gilmar@baianet.com.br


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