A história nos ensinou a nunca duvidar do Grêmio

Por Marcelo Perosin Vieira

14/12/2017 11:45 - Atualizado em 14/12/2017 11:45


O ano de 2017 tem sido arrebatador para o torcedor gremista, título de Tricampeão da Libertadores da América, o que deu vaga no Mundial de Clubes. O sonho do Bi Mundial mais uma vez tomou de assalto o coração gremista. A parada é dura, porém, quando se trata de Grêmio, o bom senso diz que jamais se pode duvidar.

 

Em 1981, quando o Grêmio foi decidir o Campeonato Brasileiro com o São Paulo de Telê Santana, no Morumbi, time que era a base da Seleção Brasileira da Copa de 1982, havia um favoritismo gigantesco para os paulistas. “Aqui gaúcho não amarra o cavalo”, diziam os torcedores são-paulinos. Resultado, vitória do Grêmio por 1 a 0 e taça no armário.

Everton pode ser arma importante para aproveitar os contra-ataques (Foto: Reuters)

Em 1983, quando disputou a final da Libertadores contra o todo poderoso Peñarol do Uruguai, que há poucos anos havia sido campeão Mundial sobre o Real Madrid em plena capital espanhola, todos davam o jogo como goleada dos charruas. O resultado foi o que ninguém esperava, Grêmio Campeão.

 

Na final do Mundial de 1983, os jogadores do Hamburgo da Alemanha se recusaram a dar a mão aos gremistas, em um ato extremo de soberba, e também perderam o jogo, Grêmio Campeão Mundial.

 

Em 2005, quando viveu um dos piores momentos de sua história, ao jogar a série B pela segunda vez, conseguiu vencer a partida final contra o Náutico, jogando no Recife, com estádio lotado contra, e com apenas 7 jogadores em campo. Algo inimaginável. Não para o Grêmio.

Cristiano Ronaldo e Marcelo estarão em campo com o Real Madrid no sábado, às 15 horas (Foto: Reuters)

E tantas outras histórias que só poderiam acontecer com o Grêmio, como disputar três jogos no mesmo dia, em 1995, sob o comando de Felipão. E mais bizarro ainda foi no Gauchão de 1978, onde o Grêmio precisou perder uma partida para se classificar, se ganhasse o jogo estaria fora da fase seguinte.

 

É por essas e outras que eu digo, jamais duvidem do Grêmio, quando o objetivo se torna praticamente inalcançável, o Grêmio vai lá e contraria todos os prognósticos.

 

Será difícil vencer o Real Madrid? Claro que sim.

 

Mas talvez não para o Grêmio.


Marcelo Perosin Vieira

Trabalhou como repórter e radialista por 25 anos, desde 1990. Atualmente é empresário e acadêmico de Engenharia Civil. Escreve sobre esporte para o Oeste Mais, em especial, Chape, Grêmio e Inter.

marvips@gmail.com

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