Prefeito de Água Doce é proibido de contratar sem licitação fora das previsões legais

Município utilizava mão de obra de empresas que não participaram de licitação no lugar de empresa contratada para manutenção de veículos e máquinas

Por Oeste Mais

09/02/2018 09:06 - Atualizado em 09/02/2018 09:06


Uma medida liminar obtida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) determinou que o prefeito de Água Doce apenas efetue a contratação de serviços de mão de obra de manutenção de veículos e máquinas e a compra de autopeças por meio de licitação prévia, com exceção de reparos urgentes e inesperados feitos nos termos da legislação vigente.

 

O pedido da liminar foi feito em ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pela 2ª Promotoria da Comarca de Joaçaba, após apurar, em inquérito civil, a prática de atos ilegais e violadores dos princípios administrativos pela administração municipal de Água Doce.

 

Na ação, o promotor Jorge Eduardo Hoffmann relata que em abril de 2016 uma empresa sagrou-se vencedora de um processo licitatório para a manutenção de veículos e máquinas da frota da Prefeitura e dos Fundos Municipais. No entanto, durante a vigência do contrato, o município passou a utilizar os serviços de outras duas empresas que nem mesmo participaram da licitação.

 

O contrato com a empresa vencedora da licitação terminou em abril de 2017. A partir daí, em vez de realizar nova licitação, o prefeito continuou utilizando os serviços das outras duas empresas, também de maneira ilegal. Das duas empresas, também sem licitação, o município adquiriu todas as peças necessárias aos consertos.

 

No decorrer de 2017, as duas empresas receberam cerca de R$ 43 mil sem licença e fora de qualquer previsão legal. Além disso, em alguns casos não houve nem mesmo a colheita preliminar de orçamento. "Ou seja, o município simplesmente escolheu e contratou o fornecedor de sua preferência, desrespeitando todos os preceitos da Lei 8.666/93", completa o promotor de justiça, referindo-se à Lei de Licitações.

 

Diante do exposto pelo Ministério Público, a 1ª Vara Cível concedeu a medida liminar fixando multa de R$ 5 mil para cada contratação irregular realizada a partir da intimação do prefeito, até o limite de R$ 100 mil. A decisão é passível de recurso.


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