A supervalorização do Eu e a Torre de Babel

Por Jaime Folle

23/01/2018 13:54 - Atualizado em 31/01/2018 23:11


Liberalmente o mundo está indo em direção a uma Torre de Babel! Pessoas não estão mais se entendendo, filhos se voltando contra os pais, irmãos brigando entre si, casais se separando, casamento de homem com homem, mulher com mulher, corrupção na política e nos negócios, ladrões por toda parte e pior que tudo isso é a falta de entendimento entre as pessoas, onde a supervalorização do Eu está muito acima do Nós.

 

O episódio da torre de Babel quer mostrar que o mal que foi gerado pelos homens da época, demonstra que queriam estar acima de Deus, onde a figura do EU humano iria se sobrepor a de Deus o que faz constituir um povo à parte. Foi quando Deus permitiu que a soberba daqueles homens pagãos se voltasse contra eles mesmos e se desentendessem entre si, afastando-se uns dos outros e fracassando no seu projeto. Não é que tenha havido uma súbita multiplicação das muitas línguas, mas o desentendimento entre as pessoas da época para evitar um mal maior. 

 

No mundo atual, infelizmente estamos repetindo esta cena lamentável de milhares de anos atrás. Há uma clara situação de que o egocentrismo está fazendo com que homens e mulheres se casem ou decidem morar juntos e querem permanecer vivendo seu mundo particular sem se preocupar com o outro. Para que um casamento de certo, precisa morrer a figura do Eu e nascer a figura do Nós!

 

Há um movimento feminista intenso contra os homens e homens contra mulheres, e aí entram os legisladores de plantão criando leis para tudo. A justiça se metendo onde não deve, políticos querendo se meter no judiciário, comunidades interioranas que ainda permeiam a socialização estão se acabando. O prazer o lazer, estão sendo imposta a qualquer preço, e assim por diante.

(Foto: Reprodução/YouTube)

É para acabar!

 

No último domingo, com destaque no fantástico da Rede Globo a tal de Jojo, virilizou na internet uma música com o nome "Que Tiro Foi Esse?"

 

Ela começou a ser conhecida ao soltar o verbo em vídeos na internet, usando palavrões e besteirol. Já sente os efeitos da fama de uma semana para outra. Se sobrepôs a intelectuais da música que estudam uma vida compondo com inteligência e não conseguem fazer sucesso porque não são vulgares.

 

Situações como esta da tal Jojo, é de fazer o Beethovem se virar no caixão. A jovem de 20 anos não consegue andar na rua sem ser abordada. A agenda também está lotada de compromissos: show por todo o país.

 

Que País é esse? Que a vulgarização está ganhando tanto espaço na mídia?

 

Pensemos nisso, se a Torre de Babel não está próxima, onde a supervalorização do Eu está tomando de rédeas solta em detrimento a vida social.

 

Até a próxima.


Jaime Folle

Colunista

Formado em empreendedorismo, é um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Está na área desde 2005. É também escritor de vários livros.

jaimefolle@jaimefolle.com.br


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