Dores no peito? Pode não ser o que parece

Por Fernando Luiz Rosar

18/01/2018 14:34 - Atualizado em 31/01/2018 23:11


Jorge levava uma vida agitada. Reunião logo cedo, mal teve tempo de tomar café e sendo assim, engolia mais um daqueles Donuts.

 

Terminada a reunião, saíra para visitar aquele cliente que, só de pensar na última conversa que tiveram, aumentavam as dores no peito. Dores que já começaram há tempos, nem lembra quando.

 

Ao parar no semáforo, irritado por estar atrasado e resmungando da demora do sinal em abrir, a pressão no peito aumentou consideravelmente, o ar parecia faltar, suava frio, o coração palpitava e... só podia ser coração.

 

Acordou dia seguinte no hospital, bateria de exames, perguntas e um diagnóstico difícil de engolir: “Sr Jorge, o senhor passou por um ataque de pânico.”

 

A breve história que fiz uso logo acima, serve para ilustrar, exemplificar aquilo que vem acometendo muitas pessoas: o pânico.

 

A sensação de morte, da dor que percebem, por vezes fazem acreditar que há alguma outra doença, um problema cardíaco, enfim, passando por diversas especialidades médicas para descobrir quais órgãos adoeceram.

 

Alguns pacientes ficam frustrados diante de diagnósticos que demonstram uma saúde perfeita – ou tão boa que não justifique preocupação exagerada.

 

Mas, o que fazer então?

 

O Dr. Gerson Ricardo de Souza Dominguos, em artigo sobre a DTNC (Dor Torácica Não Cardiogênica), constatou que mesmo as pessoas que passaram por investigações clínicas que descartaram quaisquer problemas cardíacos ou esofágicos, algumas permaneceram acreditando terem doenças cardíacas, chegando até mesmo a comprometer a qualidade de vida e também o desempenho no trabalho.

 

Num estudo recente com pequeno grupo de pacientes, 80 % daqueles que aceitaram passar por hipnose clínica demonstraram melhora significativa, se comparado ao grupo que não foi submetido às sessões de hipnose e apresentaram uma melhora de apenas 23 % nas dores torácicas.

 

Percebeu-se também que a continuidade no uso da hipnose durante um período de 2 anos, fez com que a melhora generalizada no bem estar do primeiro grupo passou para 93%.

 

Bom considerar que checkups periódicos são essenciais como prevenção e, em paralelo, procurar um profissional de confiança para aprender a fazer uso da hipnose, aprendendo a controlar a ansiedade e pensamentos excessivos acerca de problemas de saúde.


Fernando Luiz Rosar

Colunista

Bacharel em Administração, especialista em Parapsicologia e Psicologia Organizacional, Practitioner em PNL, Hipnoterapeuta, Acupressão. Agradam-me os temas voltados ao comportamento humano e as abordagens que promovam transformações na vida das pessoas. Afinal, #TransformarVidasPositivamente é mais que um slogan, é um propósito de vida.

contato@fernandoluizrosar.com.br


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