Dificuldade no transporte leva produtores a jogarem leite fora no Oeste

Mais de 700 litros do produto já foram descartados somente neste mês por apenas um produtor no município de Vargem

Por Oeste Mais

26/01/2018 09:33 - Atualizado em 31/01/2018 23:11


Produtores estão jogando leite fora por dificuldade na escoação do produto

Alguns produtores do Oeste de Santa Catarina estão jogando leite fora porque não conseguem escoar a produção. Na região do município de Vargem a chuva tornou intransitável a estrada de terra e os caminhões não conseguem chegar às propriedades rurais. A Prefeitura aponta que já estão sendo tomadas providências.

 

O motorista Wilson Alves de Andrade passou a madrugada de quarta-feira, dia 24, na estrada com o caminhão atolado. Ele faz o transporte do leite dos produtores de Vargem. Porém, por causa da chuva, faz uma semana que está tendo dificuldades para chegar ao Assentamento Vitória dos Palmares. "Chega numa altura da estrada, o caminhão vai para a valeta e não tem condições".

 

Na propriedade do produtor Jeferson Barbosa, só neste mês o caminhão ficou mais de dez dias sem conseguir chegar. "Você acorda cedo, na chuva, no sol, no frio. A gente coleta todo o leite e simplesmente estraga porque o caminhão não chega. Sempre. Choveu demais, ele não vem. Se ele vem, ele encalha", lamenta.

Estradas danificadas impedem chegada de caminhões para coleta do leite

A última vez que o caminhão conseguiu chegar à propriedade de Selmo Correa foi na sexta-feira, dia 19. Ele afirmou que neste mês já jogou 711 litros de leite fora. "A estrada não dá condições", resume.

 

Do leite vem a principal fonte de renda das famílias dessa região. Cada uma produz em média 2,5 mil litros por mês. Sem os caminhões para vir buscar, o produto acaba sendo descartado.

 

"Simplesmente eu não tenho como armazenar um leite estragado desse. Se eu deixar para armazenar para dar para os bichos, vai acabar azedando, catingando. Vai dar mais problemas do que se eu jogar ele fora", afirma o produtor Cleonir José Neves.

 

Reparos

 

É difícil até para as máquinas da Prefeitura fazerem os reparos. Na quarta, depois de uma semana após os estragos, o maquinário começou a arrumar a estrada. A prefeita Milena Andersen Lopes Becher (PR) disse que o conserto não começou antes por causa das condições climáticas.

 

"Estrada de chão não é asfalto. Nós trabalhamos em cima, vem a chuva e destrói. Infelizmente é assim. Então é lógico que nós estamos preparando, fazendo um bom acabamento, um cascalho bom, para que ela dure mais. Agora, vem uma tempestade, vem a chuva, nós não temos o que fazer".

Do G1/SC


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