"Menino do Acre" volta para casa após quase cinco meses desaparecido

Durante seu desaparecimento, Bruno Borges teve um livro de sua autoria lançado pela família

Por Oeste Mais

11/08/2017 13:27 - Atualizado em 11/08/2017 13:27


Segundo o pai, Bruno Borges voltou para casa nesta sexta-feira (Foto: Reprodução/Facebook)

O estudante de psicologia Bruno Borges, conhecido como “o menino do Acre”, reapareceu na manhã desta sexta-feira, dia 11, após quase cinco meses desaparecido. Desde então, um livro foi lançado com seu nome e aparece entre os mais vendidos do Brasil.

 

Bruno já fez contato com os familiares e não deve se pronunciar num primeiro momento para evitar assédio diante da repercussão gerada pelo seu caso.

 

O retorno do jovem de 25 anos junto à Secretaria de Segurança do Acre foi confirmado pelo site Uol. A Delegacia de Rio Branco, que investigou o desaparecimento até junho, quando encerrou inquérito, não havia recebido contato das pessoas relacionadas a Bruno até o início da tarde desta sexta.

 

O estudante estava desaparecido desde 27 de março, quando deixou para trás 14 livros criptografados e escritos à mão, em uma linguagem que ele mesmo criou, espalhados pelo seu quarto.

 

O livro "TAC - Teoria da Absorção do Conhecimento", escrito por Bruno Borges, lançado no 20 de junho, entrou em 20º lugar na lista dos 20 livros mais vendidos da semana no ranking elaborado pela PublishNews. De acordo com a família, o volume 2 "Caminho Para a Verdade Absoluta", deverá ser lançado em 60 dias.

Bruno deixou 14 livros criptografados (Foto: Reprodução/Rede amazônica Acre)

A obra misteriosa não era segredo em casa. Anos antes, Bruno havia pedido aos pais para se ausentar do trabalho que desempenhava na casa de eventos da família para a realização de um projeto que, segundo ele, “revolucionaria toda a filosofia".

 

Os pais receberam a informação com certa hesitação. “Na época, ele tinha 18 anos. A gente dava certo crédito para não desfazer daquilo que ele pensava, mas não acreditávamos muito nessa história toda. Sabíamos que ele era um menino diferente, mas não nesse ponto”, contou Athos Borges, pai de Bruno, ao site, em junho.

 

Além do material criptografado, na época do sumiço a família também encontrou uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1548 – 1600) - que logo bombou na internet por uma semelhança física com o desaparecido.

 

Para a polícia, o sumiço do jovem foi parte de um plano para garantir a divulgação do trabalho deixado por ele. As investigações foram encerradas no início de junho, já que o desaparecimento não envolveu nenhum tipo de crime.

 

"Não temos mais responsabilidade sobre esse caso, já que conseguimos trazer uma confirmação dos motivos que ele acabou se ausentando. A partir desse momento, temos interesse em achá-lo, mas se torna uma coisa secundária. Vamos continuar auxiliando no que for necessário”, declarou à época o delegado Alcino Júnior.

Do Uol


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